Planejamento familiar e aquecimento global
Uma preocupante soma…
…e uma ainda mais preocupante ideologia atrás dos números.
Não é de hoje que o tema do aquecimento global tem gerado uma crescente preocupação em diversos países do mundo. Entre tantas, antigas e novas, teorias uma consciência parece ficar cada vez mais clara: a importância do papel da educação. A educação é um passo primário e fundamental na direção de uma consideração ética que contribua e fortaleça o significado e o melhor uso que possamos fazer dos recursos naturais. A educação e a ética implicam o sujeito na comum responsabilidade pelo planeta terra. Juntas – educação e ética – são importantes na superação do dedo apontador e moralista da responsabilidade “dos outros” privilegiando a reflexão sobre as próprias responsabilidades e atitudes pró-ativas no quesito justamente chamado de “educação ético-ambiental”.
Mais recentemente, esta preocupação educacional e pedagógica tem alçado vôos humanísticos e alguns têm falado de “ecologia humana”. Afirma-se que educação e ética dizem respeito ao viver em comum social e que a o bem da natureza implica conjuntamente o respeito à dignidade da pessoa humana. Nesta perspectiva o bem da natureza e o bem da pessoa humana não estão em competição, mas em profícuo diálogo e o planeta terra pode contar com aqueles que estão em melhor condição de assumir o protagonismo ecológico: os seres humanos.
Todavia, não poucos os que ainda hoje, relutam em associar a presença humana sobre a terra a maciça destruição do planeta. Escondidos atrás de eufemismos e de ambigüidades terminológicas alguns grupos e associações se aproveitam de sérias conquistas sociais como o Planejamento Familiar para propagar o pânico moral acerca do inchaço populacional da terra. Este inchaço justificaria assim um rígido controle de natalidade, particularmente nos países ditos pobres e subdesenvolvidos, que são na verdade (construída pelos autores do pânico do inchaço populacional) , os grandes responsáveis pelo reconhecido inchaço populacional.
No blog de Andrea Vialle (ecotendências) no site do Estadão.com uma postagem informa sobre a mais recente campanha da Optimum Population Trust, uma organização filantrópica britânica, que propõe a compensação de carbono não por meio de atividades de explícito cunho (educacional/panfletário/comunitário) ecológico, mas pelo incentivo ao que consideram de controle da natalidade e educação sexual, como sempre, destinada às populações menos favorecidas.
Contudo, esta lógica post malthusiana não passa de fumaça. Seus sustentadores ignoram o fato que embora os países chamados desenvolvidos padeçam de baixos índices de natalidade são, ao mesmo tempo, responsáveis pelas mais graves agressões contra o meio ambiente. E tudo sem comentar a duvidosa adesão ou aberta resistência dos países industrializados ao protocolo de Kyoto. Basta pensar, por exemplo, na excessiva produção de lixo dos mais variados tipos que circulam o mundo atrás de compradores interessados em subprodutos da elite industrial.
De fato, muitos ecologistas e especialistas denunciam que muitos dos prejuízos sofridos pela natureza estão muito mais relacionados com o modelo de vida baseado no alto consumo do que no número de habitantes sobre a terra. Também, muitas perdas se dão pela parca educação ambiental que gera desperdícios, uso indevido e desordenado dos recursos naturais em tantas partes do mundo. E o que dizer de grandes desastres provocados por empresas das mais variadas atividades industriais? O que falar do descaso dos poderes públicos com a reciclagem do lixo, por exemplo? E podemos ainda constatar a baixa formação e demanda ética acerca do futuro do planeta e da responsabilidade moral com as futuras gerações. E as questões ligadas à falta de saneamento básico, educação fundamental e saúde pública? Não são estes grandes e maiores desafios a serem superados no contexto da preservação do planeta como casa de todos? Ou para a Optimum Population Trust não é claro que a o planeta é casa de todos? Estamos atentos. Que assim seja!
Consulte:
“Se queres cultivar a paz, preserve a criação”. Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz de 2010
Olá pe. Maurício,
Infelizmente a questão do meio ambiente tem sido amplamente utilizada para legitimar uma ideologia contrária à vida humana. A própria hipótese de que o homem seria responsável pelo aquecimento do planeta, que por sinal já está se resfriando, tem sido amplamente questionada. Mesmo depois de ter sido desvendada a manipulação dos números do IPCC, feita com o objetivo de justificar o aquecimento global, o tema continua sendo tratado de forma dogmática e os pesquisadores que discordam desta tese excluídos do debate.